Ensino superior cresce 16,17% entre pessoas privadas de liberdade em Santa Catarina
Número de internos matriculados em cursos de graduação passou de 847 para 984 em um ano
O número de pessoas privadas de liberdade matriculadas no ensino superior cresceu 16,17% em Santa Catarina em um ano. No segundo semestre de 2025, eram 847 internos cursando uma graduação. No mesmo período de 2026, o número chegou a 984. Todos os cursos são realizados na modalidade de Educação a Distância (EAD).
O crescimento integra as ações de educação desenvolvidas no sistema prisional como parte das políticas públicas de ressocialização, ocupação e qualificação profissional. A proposta é ampliar as oportunidades para que os internos utilizem o período de cumprimento da pena também para estudar, adquirir conhecimento e desenvolver novas habilidades.
Os custos da graduação são assumidos pelos próprios internos. Na maioria dos casos, as mensalidades são pagas com recursos provenientes do trabalho realizado dentro das unidades prisionais. Pela legislação, 50% da remuneração recebida pelo trabalho pode ser utilizada pelo interno para pequenas despesas pessoais durante o cumprimento da pena, e parte desse valor pode ser destinada ao pagamento da própria formação acadêmica.
Para a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, o aumento no número de internos no ensino superior demonstra a procura por oportunidades de qualificação dentro do sistema.
“A educação é uma das políticas públicas que contribuem para a ressocialização. Quando o interno busca uma graduação, ele está utilizando o tempo de cumprimento da pena para se qualificar e ampliar suas possibilidades para o futuro. O crescimento desse número mostra que existe interesse por parte dos internos e reforça a importância de manter e ampliar essas oportunidades dentro das unidades prisionais”, afirma Danielle.
A educação superior se soma às demais iniciativas de trabalho e capacitação profissional desenvolvidas no sistema prisional catarinense. Com 984 internos atualmente matriculados em graduações, o ensino passa a fazer parte de uma rotina de ocupação e qualificação que busca preparar essas pessoas para a reintegração à sociedade.
